13
Mar 13
Por Inês, às 18:50 | comentar

Na revista orlando podem encontrar uma crónica minha de duas em duas semanas. Chama-se Mimesis e é sobre a inspiração que tiramos de personagens de filmes na hora de vestir!

http://revistaorlando.blogspot.pt/

https://www.facebook.com/RevistaOrlando

 


24
Out 11
Por Inês, às 14:14 | comentar | ver comentários (1)

Ela achava de um extremo encanto a androginia que o estilo feminino tinha vindo a adoptar. Idolatrava quem conseguisse usar o mais masculino dos fatos e seduzir meio mundo e desejava mais do que nunca alcançar esse estilo denominado por tomboy. Não por querer perder a sua feminilidade mas antes por achar que a simplicidade dos fatos masculinos e das camisas e calças de cortes direitos salientavam a exuberância dos seus traços femininos, a classe da sua maquilhagem e a compostura do seu cabelo. Havia algo de invulgar e arrojado em arriscar trocar os conceitos do que é vestuário feminino e masculino e misturá-los até alcançar o equilíbrio ideal. Na tentativa de atingir este equilíbrio divino ela aperfeiçoava os seus gestos e maneiras dotando-os de uma delicadeza tal que fariam envergonhar a mais perfeita das rosas inglesas, caprichava a velha arte do saber maquilhar contornando os seus lábios com o mais feminino dos batons e arranjava os seus cabelos com a maior das devoções. No final lá estava ela, no auge do seu simples esplendor.

 

 

 

 

 

 

 


18
Out 11
Por Inês, às 15:22 | comentar

A máxima dos bailes de máscaras será eternamente a doçura do desconhecido, a tentação de doarmos o nosso corpo a uma personagem e cedermos o nosso espírito à fantasia e ao atrevimento. Há qualquer coisa de extremamente sedutor no acto de mascarar. A inicial escolha do ser cuja forma vamos tomar, o embelezamento do disfarce, o nervosismo intrínseco à audácia das nossas acções e o começo de toda uma performance. Afinal de contas quem não deseja encantar e enganar meio mundo numa noite e sair no maior dos mistérios e na melhor das glórias?

 

 


23
Set 11
Por Inês, às 14:19 | comentar

Como é delicioso deixarmo-nos cair na tentação da preguiça e adormecer ao fim do dia num embrulho aconchegante ou no mais improvável dos locais marcando o espaço com a inocência de quem dorme. Depois existem os que passam por nós, observam o nosso estado de inércia quase  extremo e deixam-se fascinar pela nossa visão do conforto improvisado. A beleza de quem adormece está em parte nos olhos de quem vê, na audiência fantasma, cujas vozes parecem longe e cujos corpos parecem sombras.

 


14
Set 11
Por Inês, às 21:23 | comentar | ver comentários (4)

Arizona Muse, é o nome da manequim que levou Anna Wintour a proferir tal afirmação. No entanto para além de Arizona ter o nome como seu aliado foi através de uma fuga ao cliché da feminilidade loura como ideal de beleza que Muse se tornou na musa que é actualmente. Trocou o loiro natural do seu longo cabelo por um castanho dourado e deixou o pescoço à vista. A sua eloquente e distinta beleza levaram-na a ser escolhida pelos designers de eleição na hora de apresentar as suas colecções. Arizona Muse já abriu desfiles de marcas como a Prada, Miu Miu, Kenzo, Anna Sui e Dolce & Gabbana. Tudo leva a crer que Muse vai ser mais do que uma paixão de verão.

 

 

 


13
Set 11
Por Inês, às 12:41 | comentar

Os acessórios não me fascinam cegamente, pelo contrário, uma pequena caixa que outrora guardou caramelos é mais do que suficiente para manter em segurança as minhas jóias. A caixa, ainda com um cheiro adocicado que com certeza ficará para sempre, esconde uns brincos compridos para agradar aos que afirmam que ficam maravilhosamente com cabelos compridos e umas pérolas pretas que adornam as minhas orelhas de forma discreta mas marcante. Os anéis, excepto os que se tratam de pura fantasia, não pertencem à caixa, enfeitam as minhas mãos dia e noite e foram cortesia da herança familiar. Quanto aos meus pulsos, estes só se ornamentam com três pulseiras, justas, de metal e repletas de linhas masculinas. Afinal de que vale embelezar o espaço entre a minha mão e o começo da camisola com um leque de pulseiras sem fim se vou ferir os meus ouvidos  com o barulho incomodativo que ouvirei ao pequeno movimento que faça?

Resta apenas referir a minha gancha, preta e trabalhada com apontamentos azuis que não só é responsável por alinhar e desalinhar o meu cabelo ao meu gosto como por remeter aos tempos em que o cabelo era perfeitamente arranjado e decorado. Alusões aos tempos da Marie Antoinette à parte, por vezes a simplicidade é o que torna a beleza mais genuína.

 


11
Set 11
Por Inês, às 13:00 | comentar

Empacotar a classe e o sentido prático, arrumar a sedução e arranjar espaço para a rebeldia e nunca ousar cair na extravagância de levar a casa às costas. A tarefa parece simples. Começar pelo básico, por tudo o que inevitavelmente sobrevive ao tempo e nunca está rotulado como material de saldos.  Dobro uma t'shirt branca e outra preta que não só serão responsáveis por trazer conforto ao longo do dia e da noite como têm excelentes relações com os seus pares. Juntarei de seguida umas calças de ganga para glorificar o espírito da sexta-feira desportiva e umas calças cuja cor tomba para o castanho e cuja cintura atravessa a minha barriga para sempre que o tempo convide o corpo a esconder-se. Para nem sempre o tempo ser o rei da arte de vestir procuro o derradeiro vestido de verão, deverá ser leve como uma pluma e vestível com a mais rígida casaca de ganga ou com a mais intimidante casaca de cabedal.  Passando das casacas às camisas, arrumo a única e insubstituível camisa branca de corte direito e de uma simplicidade tal que a sua extrema beleza é toda ela fonte do gosto pelo minimalismo. Em nome da elegância minimal acrescento ao conjunto dos predilectos uma saia lápis negra cujo comprimento deixar-me-á andar mas não ultrapassará os limites do "devias ter vergonha". Para evitar uma selecção sem graça de peças monocromáticas deixar-me-ei atrair pela distinção de uma peça em tweed e pelo atrevimento de um padrão leopardo. O essencial está já arrumado com distinção mas o resto ficará para amanhã.

 

 


07
Set 11
Por Inês, às 21:59 | comentar

O batom de um vermelho cor de sangria particularmente escolhido marcará o colarinho dele com apenas um raspão estratégico. O lápis preto tinha terminado mas neste momento já outro se encontra intacto no seu lugar a fitar-me e a implorar-me para lhe dar uso. Quando o dia chegou os meus olhos rasgaram com o simples passar da cor de carvão em metade das minhas pálpebras e alcançaram o patamar de olhos de gata. O casaco de lantejoulas nem sempre vive com um vestido de gala a acompanhar, não estou a ensinar uma lição, antes fosse, o frio simplesmente apareceu sem surpresa e o casaco, propositadamente colocado de forma descuidada na cadeira da entrada, também. Afinal de contas sou toda eu fruto do acaso e do impulso, eu nem sequer pensei no que vestir hoje.

 


03
Set 11
Por Inês, às 17:11 | comentar

As estações mudam e com elas chega a altura de substituir o aromatizado e frutado cheiro a dias de verão e noites sem fim por algo mais sóbrio, forte e suave ao mesmo tempo, algo com promessas de sedução para os dias frios que nos prometem fazer gelar. A escolha deste novo aliado deve ser feita com toda a precaução para não cairmos na vulgaridade de um cheiro que parece que todos nós já sentimos em alguém ou para não nos deixarmos levar por determinada mistura exótica que se pode estranhar e mesmo depois de se entranhar continuar a estranhar-se. O meu perfume ainda está por encontrar mas quer-se sedutor e viciante, sem ponta de doçura ou de atrevimento, deve ser forte o suficiente para não se rotular de água de colónia mas deve ser leve ao ponto de só se sentir a 10 centímetros do meu pescoço. Exigências à parte, talvez encontre o perfume dos meus sonhos.

 

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Por Inês, às 17:06 | comentar

E vice-versa.

 

 

 

 

 

 

(encontrei estas imagens e tive simplesmente de partilhar)
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